5 curiosidades sobre jogos – parte 4

Olá, minha gente, como vocês estão? As curiosidades sobre jogos têm bombado no site. Cada post recebeu mais de 20.000 acessos, então não dá para deixar a peteca cair, certo? Lá vamos nós com mais cinco especialmente escolhidas então.

1. Qual a relação entre Michael Jackson e Sonic?

Qual é a relação entre Michael Jackson e Sonic? Bom, a velocidade certamente não é. O rei do pop, caso vocês não saibam, foi contratado pela SEGA para compor a trilha sonora de Sonic 3. Jackson esteve envolvido com os estágios iniciais da produção musical do jogo e as razões pela falta de créditos variam de pessoa para pessoa. A primeira delas seria devido à má imagem que o astro do pop estava no momento devido aos escândalos de pedofilia com os quais ele havia sido envolvido. Segundo essa versão, MJ trabalhou meio que escondido do time japonês, escrevendo algumas músicas e recebendo por isso sem os cabeças da SEGA saberem disso.

Outra versão do ocorrido diz que Michael estava descontente com os resultados e boa parte da sua contribuição acabou sendo reescrita pelo time de compositores que assinaram a trilha do jogo. O fato é que em 2009, o compositor Bradley Buxer (que apareceu nos créditos como Brad Buxer) declarou que Michael Jackson participou sim da composição da trilha do jogo e que ele inclusive tinha todas as demos que o rei do pop havia ajudado a produzir.

2. Bananas de efeito moral

Em Final Fantasy Legend II para o Game Boy, há uma missão onde você deve evitar que uma gangue receba um carregamento muito perigoso de… bananas. Sim, bananas, aquelas frutas do mal produzidas aqui no Brasil e em outros países tropicais. Por que alguém tentaria evitar o contrabando de uma fruta que no máximo lembra um falo? Bom, na versão japonesa do jogo, o contrabando em questão era ópio, uma droga que era usada da mesma forma que a cocaína é usada hoje em dia e que foi inclusive motivo de uma guerra entre a Inglaterra e a China.

3. Qual a relação de Gears of War com Futurama?

Conheçam John DiMaggio. Esse cara acima é o responsável pela dublagem de uma porrada de personagens que você deve conhecer, como Marcus Fenix, Kimahri Ronso (o leão humanoide de chifre quebrado de Final Fantasy X) e Bender, de Futurama. O mais legal de tudo é ver que o cara é realmente um profissional, já que a voz de nenhum deles se assemelha, diferente das dublagens daqui do Brasil, onde o Bear Grills tem a voz do Goku, o Shurato tem a voz do Yu Gi e assim por diante.

4. 255 rupees e nenhuma a mais

Você sabia que em The Legend of Zelda original para NES o máximo de rupees que Link podia carregar por aí era 255? Isso se dava devido à limitada memória do NES e a uma decisão de programação. Como havia apenas um byte de números inteiros alocado para guardar as moedas, você poderia ter um valor que ia de 0 a 255. Esse problema foi superado nas futuras versões com o aumento da memória dos sistemas. Hoje em dia, Link pode ser um zilionário sem nenhum problema.

5. Bater em travesti pode, bater em mulher não

Em Final Fight, Poison é o único modelo feminino de inimigo disponível. Ela foi pensada de modo a contrastar com a porrada de inimigos grandes e malvados que você enche de porrada enquanto avança o cenário, mas recebeu algumas alterações na sua ida para os EUA. Para evitar a controvérsia de bater numa mulher, os desenvolvedores da Capcom resolveram colocar a história de que Poison originalmente era um homem, mas que se veste de mulher, sem alterar os sprites do personagem nem nada do tipo. Ou seja, Poison seria algo tipo um travesti.

Como somente essa alteração não foi o suficiente para a divisão americana, eles refizeram os sprites da personagem, como pode-se notar acima. Ela passou de uma mulher que sabe-se lá como não perde o short aberto para algo como um cara musculoso com cabelo comprido meio atarracado no Super Nes e uma versão mais comportada no Mega Drive, que tolerava um pouco mais esse tipo de controvérsia (lembrando que a única versão de Mortal Kombat 1 a ter sangue era a do Mega Drive).

Gostou? Confira já as outras partes:

Parte 1Parte 2Parte 3

Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.