3 jogos onde os caras malvados vencem

 Muitas vezes quando assistimos um excelente filme sobre vilões e mocinhos, caros leitores e gamers, nos deparamos com o questionamento de como as coisas seriam se o grande vilão tivesse vencido a batalha final contra o mocinho. Por exemplo, o que seria do mundo se Smith tivesse vencido Neo em Matrix? O que teria sido da Terra Média se Frodo tivesse tropeçado e quebrado o pescoço? O que teria acontecido com nosso mundo se em Indiana Jones os nazistas tivessem atirado no herói ao invés de enrolar e tivessem colocado as mãos nas relíquias judaico-cristãs que estavam atrás? Ou pior ainda, o que seria da galáxia se a Millenium Falcon tivesse sido pulverizada pelas tropas imperiais antes mesmo de sair de Tatooine com Luke, R2-D2, C-3PO, Obi Wan Kenobi, Han Solo e Chewbacca?

O final em todos os filmes acima foi bonitinho e todos viveram felizes para sempre (com exceção de Neo), mas muitas as vezes não é bem assim que as coisas funcionam no mundo dos games, não é? Por isso mesmo nós do Critical Hits colecionamos alguns exemplos de títulos em que no final das contas, o lado mal da força triunfou e gritou a vitória, mesmo que indiretamente.

Duvida disso?

Então boa leitura!

 

SPOILER ALERT!

Não posso deixar de avisar que esse texto é REGADO DE SPOILERS, portanto ao ler você assume que sabe o que são SPOILERS, e que está ciente que poderá saber o final daquele jogo que ama porque há SPOILERS abaixo, portanto, cuidado com os SPOILERS!

Singularity

Ao fim do jogo você se depara com algumas escolhas: atirar em Demichev (o doidão que inventou o “Aparelho de Manipulação Temporal”), Barisov (o militar doidão que quer a máquina) ou porque não ambos? Sim, é possível aniquilar ambos e BUM, todos felizes, afinal os doidões que querem acabar com o mundo estão mortos, não é? Não!

Atire em Demichev e Barisov recupera o aparelho e então escraviza o mundo. Deu merda! Atire em Barisov e o seu personagem (Renko) se alia à Demichev para dominar o mundo. Muitos anos depois Renko e Demichev começam a suspeitar um do outro, criam suas facções e uma grande guerra civil começa. Deu merda! Finalmente, mate ambos e bom, Renko usa a máquina para seus propósitos e basicamente se torna o novo Hitler. Também deu merda!

Qual nossa lição de hoje? Quando se tem três idiotas com o destino do mundo nas mãos, tudo dará merda de qualquer maneira.

Modern Warfare 2

Falando de modo pessoal, os carinhas bons almejam uma pequena vitória durante o jogo. Shepperd morre, Prices vive, porém ao gritar WIN a merda já havia sido atirada no ventilador.  Antes de morrer, o corrupto Shepperd inicia uma guerra violenta entre EUA e Rússia através de uma intriga ao estilo Tom Clancy, aonde milhares de centenas de cidadão tanto da Russia quanto dos EUA morrem, e a Casa Branca é destruída.

O terceiro e último titulo da clássica série Modern Warfare é apenas um “clean-up” de toda a bagunça que foi feita no segundo jogo da série e ainda assim o mundo é um lugar feio e fedorento após os atos finais de Modern Warfare 2. No final das contas, mesmo os carinhas legais tendo vencido a batalha e desfeito um pouco da merda no final da série, ainda assim milhares de vidas civis foram perdidas, locais onde bombas nucleares foram atiradas estão inválidas por centenas de anos e o mundo escreve mais uma sangrenta página em sua história, aonde os efeitos colaterais para diversos aspectos da humanidade pós guerra serão provados dia após dia, como uma grande ressaca após uma noite regada de coquetel molotov.

Modern Warfare 2 é, trocando em miúdos o capítulo central e somador de clímax negativo, como uma grande releitura de “O Império Contra Ataca”, aonde o lado mal canta um pouco mais alto. Eu ainda acho que no final das contas, Price deveria ter sido congelado em Carbonite no final do jogo.

Diablo (série)

A Blizzard gosta de trabalhar com placebos, e nesse caso o placebo é fazer o jogador pensar que ta tudo belezinha em Santuario (o mundo em que as histórias do jogo se passam), porém este jogo é um dos melhores exemplos em que no fim, não está tudo bem e que de alguma forma ou de outra o mal está triunfando.

No primeiro jogo da série, o herói escolhido por você começa uma descida kilométrica até os confins da casa do capiroto para se sacrificar e enfiar a alma de Diablo na pedrinha das almas “para sempre”, porém já se sabe que este foi um movimento tão útil quanto tentar mover um peão contra uma torre no xadrez, e por quê? Porquê Diablo é uma criatura demoníaca muito forte e então possui o corpo do herói que se sacrificou no primeiro jogo para continuar fazendo suas coisas demoníacas.

Em Diablo 2 tudo corre legal e após muita treta, mágica, degolações e dedos decepados, nosso herói derrota Diablo no inferno e destrói a pedra das almas que pertencia a Diablo e Mephisto, porém no prólogo é mostrado que que Marius (o velhão doidão de crack) é enganado por Baal e entrega a pedra à ele e mata o pobre Marius, e então o que acontece? Diablo volta em Diablo 3, e bom, novamente matamos Diablo (que agora está tetudo), desta vez nos paraíso e parece que correu tudo bem, até Diablo 4 pelo menos…

Mas agora pergunto, após matar Diablo por três vezes, quantas pessoas no mundo não foram assassinadas? E nesse número de mortos, Diablo pode simplesmente “sumonar” do vento quinhentas mil criaturas para cada cadáver caído, logo… o mal é supremo nesse jogo.

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E por aqui ficamos com a lista de hoje. Tem algum bom exemplo ou uma boa ideia de jogo onde o mal triunfa? Então vá aí abaixo e deixe seu comentário pra gente.

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Até a próxima

(:

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