Para comentários sobre a jogabilidade, gráficos e afins, leia a análise do nosso primeiro capítulo de Life is Strange aqui.

Life is Strange estreou com uma história um tanto original, que nos leva a conhecer Max Caulfield, uma garota que descobre que tem a habilidade de fazer o tempo voltar. Durante boa parte do capítulo, nós exploramos essa habilidade e só no final dele é que Life is Strange coloca, de fato, uma problemática, um suposto tornado que iria destruir a cidade de Arcadia Bay. Pois bem, começamos o segundo capítulo com uma pergunta: e agora?

Aparentemente, Max esquece desse problema para resolver questões mais urgentes nesse capítulo, como a recuperação de sua amizade com Chloe e um problema sério de uma colega de Max, que teve um vídeo dela fazendo sexo com vários estranhos vazado.

Novamente, o jogo toca em pontos que geralmente não são abordados em jogos e, de maneira surpreendente, fugindo dos clichês adolescentes que pareciam afogar a originalidade do jogo no capítulo passado. Diferente de Gone Home, por exemplo, o segundo capítulo de Life is Strange não parece um filme genérico de adolescentes ou um livro do mesmo tipo que existem aos montes nas livrarias, os problemas são abordados de forma desenvolvida e aprofundados.

Novamente, você tem a opção de voltar no tempo para tomar a melhor decisão possível, e quando você começa a se acostumar com essa habilidade, bam, o jogo vai lá e tira ela de você, e você tem que tomar as decisões certas sob risco de graves consequências, à la The Walking Dead na primeira temporada.

Outro ponto interessante também do capítulo é que começamos a ver que a habilidade de Max não é assim totalmente gratuita, já que você finalmente a vê pagando um preço por usa-la. Além de tudo envolvendo o “Efeito Borboleta” e a teoria do caos, nós vemos que ela fica com dor de cabeça e tem sangramentos nasais conforme ela vai usando a habilidade. Como boa parte do capítulo é você tentando convencer Chloe de que, sim, consegue manipular o tempo, Max acaba o capítulo com uma dor de cabeça do tamanho de um elefante.

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O único grande problema desse capítulo, ao meu ver, continua sendo a falta de sincronia entre as falas dos personagens e as animações. O diretor da Dontnod já comentou que isso é devido a escolhas orçamentais, mas há alguns momentos mais enfáticos dos personagens que acabam perdendo parte do impacto que teriam caso a animação fosse mais natural, como estamos acostumados hoje em dia.

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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