A Ubisoft entrou no mundo dos jogos de corrida com tudo em The Crew, um jogo que ia ficando cada vez melhor conforme você fosse jogando esse game, mas que muita gente acabou cansando dele antes disso acontecer. Como é o caso em recentes jogos da companhia, ele foi sendo atualizado e ganhando novidades, e o produto final acabou muito melhor que o lançado inicialmente. The Crew 2 tem como objetivo ser o jogo que os fãs querem desde o começo, mas será que ele consegue isso?

Em The Crew 2, você basicamente vive a vida de um corredor anônimo que está em busca de fama e fortuna, e para isso você precisa correr em diversos tipos de corrida, para ganhar mais dinheiro, mais seguidores, e assim desbloquear mais corridas para ganhar mais dinheiro e mais fama e comprar veículos melhores para ir repetindo o processo.

O jogo é dividido em quatro famílias de eventos, e cada uma delas oferece um foco de atividades, como corrida de rua, corrida offroad, corrida profissional, corridas de lanchas e afins, e corridas de aviões. Logo de cara, The Crew 2 dá uma amostra do que você vai ver pela frente, e é bastante coisa.

Felizmente, caso você seja uma pessoa que prefere só corridas de carro, ou que não se deu bem com os controles do avião (meu caso), é quase possível correr apenas o tipo de evento que você prefere e deixar outros de lado, e assim continuar na sua missão pela fama e pela fortuna.

Logo de cara, o jogo vai perceber que The Crew 2 não está para brincadeira, e que o jogo começa bem mais difícil do que ele esperaria, principalmente nas corridas iniciais. É verdade que você não precisa completar em primeiro nenhuma dessas corridas, precisando chegar apenas em terceiro para avançar pra a próxima, mas ainda assim, a impressão que dá é que o jogo realmente não alivia e não é tão acessível assim de cara, podendo assustar alguns jogadores que não sejam lá tão bons assim de corrida.

Outro problema que o jogo possui é na sua interface de usuário geral. Demora um tempo para você se acostumar co com os menus do jogo, principalmente na hora de comprar um veículo novo, já que o jogo quer que você navegue por montadoras de veículos, ao invés de você poder filtrar por barcos, aviões, ou motos, por exemplo.

É verdade que o veículo inicial que você recebe costuma ser melhor do que vários dos iniciais, mas ainda assim, você perde muito tempo até encontrar um veículo novo para comprar e talvez melhorar o seu desempenho nas corridas do jogo.

A cada corrida vencida, aliás, você ganha alguns upgrades para o seu veículo atual, num esquema semelhante ao de lootboxes mas não exatamente igual. Completada a corrida, o jogo libera dois upgrades novos, que podem ser de cores diferentes, como verde, azul e afins, sendo o verde o upgrade “menos melhor” nessa melhoria do seu veículo.

Em termos de jogabilidade, The Crew 2 faz um bom trabalho em fazer você sentir a diferença entre cada um dos veículos que você está usando, e é basicamente um simulador de corridas tudo em um, afinal de contas, você pode muito bem trocar de carro pra lancha e para avião em instantes.

Isso é bom pois dá bastante variabilidade ao que você faz no jogo, e se você estiver cansado de corridas de carro, você pode seguir para outros desafios, mas isso acaba cobrando um preço do jogo também: essa falta de foco acaba não colocando você diante de corridas ou de desafios memoráveis, e no final das contas o jogo acaba se resumindo em ir de A a B o mais rápido possível tantas vezes que as corridas parecem todas a mesma depois de um tempo.

Além de tudo isso, The Crew 2 ainda permite a você correr de uma ponta a outra dos Estados Unidos sem objetivo definido, apenas fazendo manobras radicais e afins para ganhar novos seguidores. Essa não chega a ser minha praia, mas quem gosta desse tipo de coisa tem aqui um EUA bem mais detalhado e rico do que na versão anterior do jogo.

Graficamente, The Crew 2 é um jogo bem bonito, ainda mais jogando ele no Xbox One X, mas não é o jogo de corrida mais bonito que o console já viu. Uma coisa legal dele é que há aquela transição de tempo como em Forza 7, onde você está correndo num belo dia e do nada começa a chover, ou está chovendo e para. A trilha sonora do jogo também é competente, e felizmente há opção de jogar o jogo em português para quem prefere assim ou não domina o inglês.

Review elaborado com uma cópia do jogo para Xbox One X fornecida pela Ubisoft do Brasil.

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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