Fala, galera, tudo bom com vocês?

A eleição do magnata Donald Trump é o assunto do momento e provavelmente o evento mais importante do ano de 2016, mas no que isso afeta a vida do jogador médio de videogames? É o que vamos responder no artigo de hoje.

Bom, para começar, Donald Trump não é lá muito fã de jogos e, diferente de Obama, acha que eles glorificam a violência (como se ele não fizesse o mesmo nos discursos dele). Não acredito realmente que ele tome alguma medida para “impedir que os jogos continuem contaminando a cabeça dos nossos jovens” como alguns dos combatentes de jogos costumam falar lá fora. É mais provável que ele tenha muito mais com o que se ocupar do que ficar enchendo o saco de jogadores de games por causa de jogos violentos e assim por diante.

Então, por hora pelo menos, Call of Duty e outros jogos baseados em guerra provavelmente estarão salvos, até porque, curiosamente, Call of Duty tem um dos principais programas de procura de trabalho para veteranos do exército dos EUA, já tendo levado mais de 20 mil veteranos a trabalhos com bons salários após eles voltarem dos Tours pelo Oriente Médio e pelo resto do mundo. Fora isso, são uma indústria bilionária que torna os EUA grande. seria um gigantesco tiro no pé ir atrás dessa indústria.

No que Trump poderia afetar a vida do jogador médio de games então? No preço dos eletrônicos. Inicialmente, como podemos ver consultando os mercados de ações, o dólar reagiu à eleição de Trump subindo, e é provável que, ao invés de cair gradualmente, como estávamos esperando após o Presidente Temer ter assumido definitivamente o comando da nossa nação, a moeda americana volte a subir de preço em relação à moeda brasileira.

Segundo o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, as previsões são de que o dólar chegue até os 3,60 no final do ano. Isso acaba tornando a compra de acessórios e de jogos em moeda estrangeira mais cara, mas levando-se em consideração que há um ano estávamos mais ou menos no mesmo patamar de dólar, o mais provável é que os preços dos jogos continuem na mesma faixa de 150~250 reais do que voltem aos 300 reais que algumas empresas ensaiaram começar a cobrar por aqui.

Fora isso, e agora numa das partes mais importantes da campanha de Trump, temos o preço do Xbox e do iPhone. Como vocês sabem, Apple e Microsoft são empresas americanas que fabricam seus produtos na China e exportam eles para o mundo todo. Bom, se Trump aumentar os impostos de importação da China para os EUA para forçar que as fábricas voltem da China para a terra do Tio Sam, o preço lá fatalmente vai subir, mas isso não nos afetaria tanto assim. Por quê? Porque os produtos fabricados na China são exportados para o mundo todo, não só para os EUA, e tanto iPhones quanto Xbox e PlayStations são montados aqui no Brasil. Parte deles é fabricada na China, essas partes são enviadas para o Brasil e montadas por aqui, gerando assim empregos por essas bandas também, e garantindo assim abatimentos em impostos. Ou seja: o que quer que Trump faça (e eu duvido muito que o congresso americano vá deixá-lo adotar uma política tão protecionista assim) pouco afeta o mercado brasileiro nessa relação.

Então, amiguinhos, calma. Não se preocupem tanto assim, pois a jogatina, a princípio, está garantida. Sobre o resto do Governo Trump, como ele vai ser? A minha aposta é algo que lembre um pouco a Era Bush Filho, talvez com mais excentricidades, mas, não, o fim do mundo não está próximo, é só histeria coletiva mesmo.


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Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.