Dissidia Final Fantasy já é uma conhecida franquia de luta da Square Enix que tem seus origens no PlayStation Pocket, e depois de um bom tempo de fora, a companhia decidiu fazer o retorno nos fliperamas, e então fazer a conversão de Dissidia Final Fantasy NT para o PlayStation 4. Será que a versão caseira desse jogo empolga quem jogava a franquia nas antigas?

Em Dissidia, Final Fantasy NT você joga novamente com Cloud, Squall e companhia e deve enfrentar os vilões da franquia Final Fantasy. O jogo se passa muito tempo depois de Dissidia Final Fantasy Duodecim, e desta vez temos o conflito entre Materia, a Deusa da Proteção, e Spiritus, o Deus da destruição. Desta vez, os personagens têm as memórias da última vez que eles estiveram lá, exceto pelos novos personagens adicionados à trama, como Noctis e Ramza.

Como o jogo havia sido lançado inicialmente para fliperama, Dissidia Final Fantasy NT não tem exatamente um modo história, e esse é o grande pecado desse jogo. Ao invés de ir jogando em batalhas da história, assistindo a cutscenes e assim por diante, você tem que farmar cristais de memória e ir desbloqueando as cutscenes do modo história do jogo.

Para farmar esses cristais, você tem que enfrentar batalhas single player ou online, e ficar nesse grind incessante até que você consiga chegar ao final do jogo. A cada batalha, você vai ganhando também dinheiro e aumentando o nível dos seus personagens dentro do jogo e… é basicamente isso tudo o que o jogo tem a oferecer, dois modos de combate e repetidas batalhas à exaustão.

O jogo oferece dois modos de batalha, como eu havia dito anteriormente. No primeiro, você deve incapacitar os adversários para vencer a luta, como num jogo de luta normal. Já no segundo modo, você deve destruir o cristal do adversário e evitar que ele destrua o seu.

Todos os combates de Dissidia Final Fantasy NT são em 3 contra 3, e você tem à sua disposição personagens de todos os Final Fantasy numerados, tanto vilões quanto heróis, além de Ace (Final Fantasy Type-0) e Ramza Belouve (Final Fantasy Tactics). Os personagens, apesar de possuírem habilidades diferentes, não são tão diferentes assim entre si.

Além dos ataques normais, você tem direito a trazer duas magias para o campo de batalha, voar pelo cenário, fazer invocações e assim por diante. O sistema de batalha do jogo é interessante, apesar de um tanto caótico logo no começo. Você provavelmente vai precisar de algumas boas batalhas para se virar melhor no combate, já que Dissidia Final Fantasy NT não é daqueles jogos que você começa a jogar e pega a ideia em minutos.

Para completar, o jogo conta com uma série de colecionáveis para você desbloquear usando a moeda de Final Fantasy, o gil. Conforme você avança nas lutas, você vai ganhando mais e mais gil, e você pode usá-lo para comprar roupas, armas e assim por diante, personalizando o elenco de personagens do jogo.

Graficamente, Dissidia Final Fantasy NT é um belo jogo, com animações bem fluídas, belos gráficos e cenários bem construídos. A trilha sonora do jogo carrega algumas das principais músicas dos diversos Final Fantasy, então não tem como ela ser ruim também. Além disso, é possível escolher entre dublagem americana ou japonesa no jogo.

No fim das contas, qual o público alvo desse jogo? Quem jogou Dissidia Final Fantasy no PSP e quer jogar de novo numa tela grande tendo mais ou menos a mesma experiência daquela época. Os jogos de luta evoluíram bastante em termos de conteúdo nos últimos anos, e tão poucos modos de batalha acabam fazendo você encher um pouco o saco do jogo. Há um monte de itens para serem colecionados, mas sinceramente, eu queria um pouco mais de variação nos modos de batalha para que o processo de fazer isso, e de desbloquear a campanha do jogo, fosse mais prazeroso.

Review elaborado com uma cópia do jogo para PS4 Pro fornecida pela Square Enix.

 

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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