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Destiny 2 – Review

Leia o resumo

9,0

A Bungie tinha uma responsabilidade gigantesca com Destiny 2, e precisava responder duas perguntas: como fazer os jogadores que haviam abandonado Destiny retornarem ao jogo mesmo sabendo que todo o esforço que eles colocaram no primeiro game iria por água abaixo, e como fazer novos jogadores terem interesse por um jogo que supostamente (ainda que isso seja um mito bem errado que acabou se propagando) não tinha história? Destiny 2 é a resposta para isso, e hoje analisamos se o jogo consegue ou não responder a essas duas perguntas satisfatoriamente.

Destiny 2 começa pouco tempo após o final do primeiro jogo. Aparentemente, a humanidade está em paz, quando, do nada, uma frota Cabal desembarca em cima dela, toma a Última Cidade de assalto e rouba a luz do Viajante para si. Com isso, todos os guardiões perderam sua luz, e muitos deles morreram tentando fugir pela própria vida. Agora, você, um guardião sem luz e quase sem vida, deve descobrir uma forma de recuperar seu poder e evitar que Dominus Ghaul use a luz para seus próprios planos e transforme-se basicamente num ser invencível.

Com esse início, Destiny 2 força o jogador a começar tudo de novo. Dê adeus aos seus 400 de luz, às suas Gjallarhorns e tudo mais o que você tinha. Você é forçado a começar tudo novamente, e, sinceramente? O jogo precisava desse sofro de ar renovado. É até estranho andar pela EDZ nos primeiros instantes, e você acha que está num jogo completamente diferente, não no Destiny com o qual você estava acostumado, e isso é muito bom.

A primeira grande mudança que o jogador sente são nos primeiros NPCs que nós encontramos assim que a história realmente começa e também na forma como as missões são apresentadas. Além das missões de verdade da campanha, você agora também tem uma nova espécie de atividades chamadas de “Aventuras”, que são basicamente aquelas missões que não pareciam servir pra muita coisa na história de Destiny, como “explore um arquivo de uma Mente Bélica e recupere o que você puder de informações”, ou ainda “Os Decaídos estão procurando tecnologia da Era de Ouro naquele setor, evite que eles fiquem com os artefatos e roube o que você puder para si”, e assim por diante.

Além dessas atividades, você logo é apresentado aos mapas do jogo, que oferecem uma série de atividades paralelas e baús para você ir atrás, e que serão extremamente importantes assim que você completar a aventura principal do jogo. Outra grande mudança de Destiny 2 é que você finalmente vai ver uma história se desenrolando nos seus olhos, seja do lado de Ghaul, seja do lado dos humanos, tentando reconstruir a Vanguarda e lançar o seu contra-ataque contra o império Cabal e recuperar tanto o Viajante quanto a Última Cidade. Não será fácil, e você terá que ir atrás dos três líderes da última cidade: Ikora Rey, Zavala e Cayde-6, cada um num canto da galáxia e procurando suas próprias respostas.

Outra mudança interessante no jogo, e que ainda mantém ele extremamente semelhante a Destiny é no quesito de gameplay. Além do jogo agora contar com algumas missões usando veículos, no melhor estilo Halo, você também pode dar adeus aos chefes que são verdadeiras esponjas de balas. É muito mais fácil matar os inimigos, mas não pense que o jogo ficou extremamente fácil, muito pelo contrário, se você bobear, quem será morto rapidamente é você. Ainda assim, a Bungie fez mudanças sutis, que mudaram o jogo o suficiente para que ele ficasse muito mais divertido e ágil para o jogador nesse departamento.

Essas mudanças também foram feitas na progressão do jogo, e ainda que a campanha do game demore bastante tempo para ser concluída (e quase o mesmo tempo quando você começa seu segundo e terceiro personagem), a parte de endgame tem uma progressão muito mais rápida do que em qualquer outra expansão de Destiny, e anos luz mais rápida do que no jogo original envisionado pela companhia em 2014. Mesmo jogando casualmente será possível atingir o topo do nível para fazer Raids e outras missões que anteriormente eram exclusivas dos jogadores hardcore, bastando você fazer eventos públicos (que agora finalmente aparecem no mapa, ao invés de se esconderem do jogador e serem totalmente aleatórios), procurando por baús de região, setores perdidos e assim por diante.

E isso que não falamos ainda dos conteúdos acessíveis em modo co-op. Há novos modos PvP (incluindo um que lembra um pouco até Counter Strike), além de Strikes com mecânicas de Raid, e outras atividades. Destiny sempre foi um jogo que se tornava muito melhor em conjunto, e Destiny 2 é ainda mais assim. Você é recompensado por estar num Clan, você é recompensado por jogar em grupo, e esse é o momento em que o jogo realmente dá um salto de qualidade, passando de um jogo muito bom, para um jogo excelente.

Graficamente, Destiny 2 tem uma apresentação de dar inveja em muitos outros jogos. Há uma penca de coisas acontecendo na tela ao mesmo tempo sem nenhum tipo de slowdown e nenhum tipo de lag. A Bungie fez um excelente trabalho em mostrar como Destiny 2 iria se beneficiar de deixar a geração do Xbox 360 e do PS3 para trás. A trilha sonora do jogo também é muito boa, muito boa mesmo, e se você não joga de fones de ouvido, fica a recomendação, você vai entender do que eu estou falando se o fizer. Ah, e para completar, o jogo ainda conta com uma bela dublagem em português, só é uma pena você não poder escolher legendas em português e áudio em inglês, pois eu imagino que tem gente que prefira jogar dessa forma.

No PC, Destiny 2 apresenta um nível de otimização realmente impressionante, rodando de forma extremamente lisa mesmo em configurações que não sejam de ponta. Com o framerate desbloqueado, o jogo realmente fica muito mais suave em taxas de quadros por segundo mais elevadas, e é possível atingir mais de 144 fps tranquilamente com uma Geforce 1080, mesmo com tudo no Ultra. Fora isso, mirar com o mouse deixa o jogo até trivial em algumas partes, já que ele foi pensado inicialmente como um produto para console.

Review elaborado com uma cópia de Destiny 2 para PS4 e outra para PC fornecidas pela Activision do Brasil.

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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Resumo para os preguiçosos

Destiny 2 melhora a grande maioria dos pontos negativos de Destiny e apresenta ainda uma porrada de novidades. O jogo realmente evoluiu e mostra porque merece ser chamado de Destiny 2 e não “Destiny 1.5”, e eu posso dizer com 100% de segurança: se você é veterano da franquia, você vai adorar o novo jogo, e se você nunca jogou Destiny na vida, mas tem uma pontinha de curiosidade, jogue sem medo, pois a chance de você gostar é muitíssimo maior do que a de não gostar.

Nota final

9,0

Excelente. O jogo (filme/série) é realmente muito bom e quase uma unanimidade. Pode ter algum probleminha que mantenha algumas pessoas longe, mas é mais fácil você gostar (e até se apaixonar) pelo jogo (filme/série) do que o contrário.

Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Excelente senso de recompensa
  • Ótima história e divertidos personagens
  • Belos gráficos e apresentação das missões
  • Gameplay extremamente divertido, seja solo, seja em conjunto
  • Diversas melhorias no gameplay que fazem o jogador não perder tempo em grinds desnecessários
  • Extremamente bem otimizado no PC

Contras

  • A progressão de personagens secundários e terciários é bem lenta, mesmo depois de você ter acabado a campanha pela primeira vez
  • Bongoman

    Boa tarde, a campanha é legal jogada em singleplayer?

    Abraços.

    • junior

      A campanha sempre será em singleplayer , mas você precisa se conectar para jogar.E se for pra pegar destiny 2 sugiro que nao compre só pela campanha a pesar de ser muito boa.O jogo tem muito mais coisas no end game.

      • Bongoman

        Valeu!

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