A Capcom aproveitou o rebuliço todo que o anúncio de Marvel vs Capcom Infinite causou para anunciar uma remasterização de Ultimate Marvel vs Capcom 3 para PC, PS4 e Xbox One, com lançamento imediato para o PlayStation 4. Será que o título de 2011 continua atual e vale a pena ser jogado para ir aplacando a saudade dos crossovers da companhia enquanto o novo não chega? É o que vamos descobrir.

Vamos começar com a grande pergunta: Ultimate Marvel vs Capcom 3 traz alguma novidade na nova geração? Não. A única grande novidade mesmo do jogo é o fato dele vir com gráficos em 1080p e a 60 quadros por segundo. De resto, é o mesmo jogo que você encontrou na geração passada de consoles e, se você não joga mais o seu console de geração passada e quer a comodidade de jogar o jogo nas novas plataformas, esse é um bom motivo para comprar o jogo.

Caso você não prefira a conveniência de jogar o jogo na nova geração e quer novidades, não há muito o que procurar aqui, mas caso você não tenha jogado Marvel vs Capcom na época do lançamento e quer dar uma olhada, o jogo vale a pena? Aí sim, vale sim.

Marvel vs Capcom 3 conta com um esquema de trios, e não de duplas como estávamos acostumados na época do PlayStation em Marvel vs Capcom 1 (muita gente acabou deixando MvC 2 passar, foi lá onde os trios foram introduzidos). Aqui, você escolhe entre 48 personagens do universo da Marvel e da Capcom, sendo 36 apresentados no Marvel vs Capcom 3 original e 12 novos adicionados no Ultimate lá em 2011 ainda. Como Ultimate Marvel vs Capcom 3 para a nova geração já vem com todos os DLCs do jogo, você basicamente encontra todo o pacote de lutadores já lançados no game, encontrando assim uma variedade bem grande de personagens, como Dante, Ryu, Wolverine e assim por diante.

Como um jogo de luta basicamente resume-se ao combate, vamos a ele. Ultiamte Marvel vs Capcom 3 é um jogo bem diferente do que quem estiver acostumado com Street Fighter V vai esperar, o jogo é muito mais baseado nas técnicas e em combos grandes e especiais do que os jogos normais da franquia Street Fighter o são. Quem entrar no jogo com a mentalidade de jogo de Street Fighter infelizmente vai acabar dando com a cara na porta, já que o controle do jogo, que era parecido na época do PlayStation e do fliperama dos anos 90 e começo dos anos 2000, mudou bastante nessas últimas versões.

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Ainda assim, o jogo é divertido, e conta com suas particularidades, como os botões de ataque, de fato, serem os botões ABXY, ou Quadrado, Círculo, Triângulo e X, e os shoulder buttons serem botões técnicos, como agarrão ou troca de personagem. O objetivo do jogo continua sendo o de sempre, surrar o inimigo antes que ele faça isso com você, e para isso, não adianta esmurrar o controle achando que algo vai acontecer, é necessário usar estratégia e a cabeça.

Como eu me considero um pouco mais experiente do que o normal em jogos de luta, eu diria que Ultimate Marvel vs Capcom 3 é um jogo menos acessível do que Street Fighter IV e V. Mesmo no modo Arcade, se você não souber direito o que você está fazendo, o fracasso virá a galope, e você provavelmente empacará lá pela terceira ou pela quarta luta, ou seja, vale a pena investir um pouco de tempo aprendendo ataques, pensando em combos e sabendo a hora de usar um especial e a hora de trocar de personagem. Além do modo arcade, o jogo ainda conta com partidas pela internet, modo de treinamento e todos os outros modos que estamos acostumados em jogos de luta.

Graficamente, o jogo apresenta basicamente os mesmos gráficos encontrados no Xbox 360 e no PlayStation 3, mas com uma resolução maior e sem nenhuma lentidão. A trilha sonora do jogo continua também muito boa, e ajuda a criar o clima de festividade que a pancadaria requer.

Review elaborado com uma cópia do jogo para PS4 fornecida pela Capcom

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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