A Telltale lançou ontem o mais novo capítulo da Terceira Temporada de The Walking Dead: A New Frontier. Depois de dois bons capítulos iniciais, como será que a companhia seguiu a história de Javier e Clementine? Será que eles conseguiram manter a boa sequência e história que foi iniciada há alguns meses?

Como você deve lembrar, o capítulo anterior se encerra com Javier e companhia chegando à cidade da The New Frontier com Kate ferida. Para a surpresa e sorte de todos, o local é liderado por David, irmão de Javi, que todos achavam que havia morrido quando o “mundo acabou”. Pois bem, partido disso, temos um pequeno flashback que apresenta a imagem idealizada que Gabe tem do pai dele, e o capítulo é basicamente sobre a relação entre David e Javi e a relação entre David e a New Frontier.

Logo de cara, o jogo tenta nos dar duas opções bem claras, ou fazemos o que Kate quer, que é fugir de lá correndo, ou a família fala mais alto, e David e Javi tentam se reaproximar. Apesar de não serem aceitos na cidade da New Frontier, Javi e David acabam encontrando-se e David acaba descobrindo por tabela que um golpe de estado está se organizando, e um dos líderes da New Frontier está tomando decisões pelas costas dele e pronto para tirá-lo do poder.

No geral, o capítulo é bom e bem mais profundo que eu esperava. Infelizmente, The Walking Dead segue entrando nessa maldita rotina de “cidade de humanos malvados que aterrorizam os próprios moradores e governam pela força”, mas felizmente há alguma profundidade nas relações da cidade de Richmond, e o jogo também faz um bom trabalho em não explicitar se David é mesmo “do mal” como Clementine alega que ele seja, por causa do passado entre eles, ou não.

O problema principal desse capítulo, pelo menos para mim, é que ele pareceu acabar de forma abrupta, e deu a impressão de que teria pelo menos mais uma meia hora de história, se encerrando num ponto onde geralmente, pelo menos em outros jogos da Telltale, veríamos mais uma ou duas sequências de cenas para nos deixar com vontade de jogar o próximo capítulo.

Não é como se eu não estivesse com vontade de jogar o próximo capítulo, é claro, mas esse episódio acabou duma forma tão estranha e seca que eu fiquei com a impressão de “sério mesmo que é só isso?” quando ele acabou que, por causa do final, parece que ele é muito mais curto do que os dois capítulos iniciais liberados anteriormente.

Outros desenvolvimentos do capítulo ainda dão conta de Clementine e a relação dela com a New Frontier, e como ela entrou em conflito com eles e ainda a vingança de Javier contra o assassino de Mariana, e eu não sei vocês, mas eu senti gosto de rachar a cabeça de quem fez isso com ela.

No fim das contas, o capítulo é bom, mas eu quero mais que o próximo capítulo chegue logo por causa do final abrupto do que pelo fato desse final ter me deixado muito ansioso pelo próximo capítulo. Eu sei, não é exatamente um motivo claro, mas ele não acabou com nada explosivo que me deixasse “precisando” jogar o próximo capítulo urgentemente e, no fim das contas, é esse gosto que o capítulo acaba deixando na boca. “Quero ver, mas nem tanto assim”, ou “esperava por mais, por melhor que o capítulo tenha sido”.

Vale ainda ressaltar que o jogo continua mal otimizado no Xbox One e sofre de slowdowns persistentes em várias cenas. É inaceitável que o jogo só seja corrigido depois que a temporada completa seja lançada, mas parece que é isso mesmo o que a Telltale Games vai fazer.

Review elaborado com uma cópia do jogo para Xbox One fornecida pela Telltale Games.

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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