[Este review de um jogo lançado em 2011 faz parte da campanha “Backlog Crítico” iniciada no Grupo do Facebook do Critical Hits, onde cada um dos redatores faz uma lista de jogos que não terminou, os leitores votam, a gente joga e faz um review do jogo]

Para aqueles que jogaram os jogos anteriores da série The Elder Scrolls: vocês sabem que a Bethesda não brinca em termos de sandbox, afinal, o que adiciona centenas de horas a um jogo senão a possibilidade ir para onde quiser, quando quiser e, quando finalmente estiver pronto, voltar para a linha de missões da história?

Skyrim não decepcionou nesse aspecto, na verdade, Skyrim não decepciona em nenhum aspecto.

Devemos levar em mente que Skyrim não é, em nenhum momento, uma continuação direta de Oblivion, o jogo se passa 200 anos após os eventos de Oblivion, ainda no mesmo universo.

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Em Skyrim o protagonista (você) descobre que é um Dragonborn, uma espécie de herói que aparece no mundo a cada centenas de anos, ele possui o poder de compreender a “voz dos dragões” utilizada para ler e aprender novas palavras por meio de um alfabeto mágico (Fus Roh Dah, entre outros).

Mas vamos aos aspectos técnicos do jogo, já que eu não pretendo dar spoiler pra ninguém.

Skyrim não conta com uma seleção de classe, você cria o seu personagem customizando praticamente tudo nele, desde o fio de cabelo até a unha do dedão do pé, escolhendo sua raça e sexo, após isso você vai definir os atributos do seu personagem a cada nível, e aí você tem infinitas possibilidades.

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Por não ter uma seleção de classe você pode colocar seus atributos onde quiser, desde que você tenha alcançado a proficiência necessária com determinada habilidade, por exemplo: você usa uma espada de duas mãos, sua proficiência com a habilidade de usar uma espada de duas mãos aumenta conforme você vai utilizando ela para atacar, ao subir de nível vai aparecer uma espécie de “mapa” de habilidades, onde você pode investir esse ponto do nível para aumentar seu dano com armas de duas mãos e etc, é mais simples do que parece quando se está jogando.
O sistema de fabricação de itens também é muito bom, primeiro você deve obter o material bruto, para depois poder refiná-lo e finalmente criar o item. Você também pode refinar seus itens, basta ter os materiais necessários.

O uso de magias juntamente com o uso de combate melee é muito bem feito, nisso a Bethesda acertou em cheio, o combate é rápido, é simples e é divertidíssimo. A única coisa que me incomodou durante o jogo todo foram os bugs: bugs, bugs e mais bugs. Acho que esse é um padrão dos jogos da Bethesda: ter bugs.

Lembro de encontrar diversos bugs em Fallout e em jogos mais antigos da série The Elder Scrolls, alguns bugs não vão atrapalhar a jogabilidade (como a galinha gigante da primeira streaming do jogo) enquanto outros vão te impedir de terminar uma missão, fazendo você carregar o último save (no meu caso, recomeçar o jogo).

Quanto as DLCs, não há muito o que falar: as duas DLCs com conteúdo significante (Dawnguard e Dragonborn) adicionam muito conteúdo extra, no caso de Dragonborn existe um mapa gigante inteiro novo, enquanto a Dawnguard adiciona uma facção de vampiros e te dá a possibilidade de virar um vampiro.

Colaborador

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