A Blizzard lançou na semana passada a versão final da versão final (até surgiu uma versão mais final do que essas) da versão de console de Diablo III. O game traz no mesmo pacote Diablo III e todas as desventuras que você enfrenta em Santuário e nos outros locais do game e a expansão Reaper of Souls, que foi avaliada anteriormente pelo Lucas aqui. Bom, o que essa versão traz de novo no console? Será que ela vale a pena? A resposta inicial é… talvez? Já vamos explicar porquê.

Diablo III: Ultimate Evil Edition é exatamente o mesmo Diablo III: Reaper of Souls lançado para PC no começo do ano, com uma pequena diferença: o jogo é adaptado para rodar num controle. Eu já avaliei anteriormente a versão de Xbox 360 de Diablo III e posso dizer uma coisa: eu prefiro toda vida jogar Diablo usando um joystick. A Blizzard mais uma vez fez um trabalho sensacional em adaptar um game que usa primariamente o mouse e o teclado para o joystick, com os botões funcionando de maneira intuitiva e você não perdendo absolutamente nada em relação à versão de PC (na verdade, ganhando, na minha humilde opinião).

Para facilitar a vida um pouco do jogador, o jogo automatizou algumas ações como coletar dinheiro. Ainda é necessário apertar o botão A/X repetidas vezes para pegar itens do chão e depois escolher qual deles você realmente quer no inventário, mas isso não chega a ser de toda maneira chata.

O jogo traz todos os cinco capítulos de Diablo III e o conteúdo que a expansão Reaper of Souls também traz. Caso você jogue a versão de Xbox 360 e de PlayStation 3, o jogo está custando 99 reais, o que é um preço bem interessante por esse pacote todo. Já na versão de PlayStation 4 e de Xbox One, o jogo custa R$ 199,00 e eu não tenho certeza absoluta se ele já está disponível aqui no Brasil nesse momento pois a data de lançamento dele acabou sendo adiada, mas de qualquer forma.

Graficamente, o jogo melhorou bastante em relação à versão de Xbox 360 e de PlayStation 3 nas versões de Xbox One e PlayStation 4. Os modelos estão com texturas mais bonitas e a resolução foi aumentada. Vale ressaltar que há quedas na taxa de quadros por segundo na versão de Xbox One, mas isso não acontece de maneira tão frequente assim e não chega a atrapalhar o jogo. No PlayStation 4, o jogo roda sem nenhuma queda de framerate e com gráficos melhorados, sendo assim a melhor versão de console do game.

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Outro detalhe que, na nova geração, ficou muito bom é a praticamente ausência de loading times! Isso mesmo, o jogo quase não para para carregar novas áreas. Caso você use o Town Portal da cidade para a dungeon, por exemplo, ele te joga de volta pra lá sem tela de carregamento. Isso é simplesmente lindo da parte da Blizzard e da nova geração. O que 8GB de ram para preencher não fazem com a performance de um jogo, não é?

Caso você queira jogar o jogo via Remote Play no PS Vita, um aviso: o jogo carrega uma cacetada de elementos visuais na tela ao mesmo tempo, então é bom ter um sinal de Wifi bem potente para conseguir jogar confortavelmente, senão a imagem do game fica craquelando toda hora na tela do portátil.

Como já estava disponível na primeira versão de Diablo III, aqui também é possível chamar os amigos para um game cooperativo. Até quatro jogadores podem jogar e compartilhar a mesma tela, tornando a caça aos demônios em santuário muito mais divertida. Além disso, ainda há o tradicional modo online de Diablo III, e uma mistura desses dois modos, onde você e mais amigos podem jogar com alguém que esteja na internet. Tem pra tudo que é gosto, né?

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No mais, não há muito o que falar em relação a essa versão que já não havia sido falado no meu review da versão de Xbox 360 e PlayStation 3. O jogo é basicamente o mesmo com a expansão. É uma pena não ser possível comprar apenas o DLC da expansão do jogo para quem já tem a primeira versão do game (mancada da Blizzard), mas caso você não tenha jogado Diablo III anteriormente e tenha um Xbox 360 ou um PS3, a edição por R$ 99,00 é a que traz o melhor custo benefício de todas. Ela não tem os loadings mais rápidos do mundo nem os gráficos mais belos, mas ainda assim o game é fluído, divertido e extremamente viciante. Caso contrário, Diablo III: Ultimate Evil Edition ainda assim é uma excelente opção para os consoles de nova geração, ainda mais nessa falta de lançamentos novos que temos enfrentado durante esse ano.

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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