A Blizzard é conhecida por ser uma companhia que raramente erra e, se ela erra em algo, ela conserta. Diablo III foi um caso não exatamente de um erro, mas um jogo onde o lançamento não foi dos melhores e com alguns detalhes, como a Casa de Leilões, que acabaram sendo descartados depois em função de um gameplay mais apurado. Com a expansão Reaper of Souls, parecia que o jogo estava encerrado em termos de adições de conteúdos, mas no ano passado, do nada, a Blizzard anunciou a expansão Rise of the Necromancer, pegando todo mundo de surpresa e trazendo uma classe querida de todos de volta ao jogo. Será que isso é o suficiente para justificar uma expansão?

Apesar de ser chamada de uma expansão, Rise of the Necromancer não é exatamente uma expansão, ela é mais um pacote de personagem. Veja bem, o título dá a entender que teremos um capítulo focado no Necromancer, ou algo do tipo, e o que acontece é que você ganha a opção de começar o jogo com a classe Necromancer e basicamente isso. O resto dos conteúdos que o jogo recebeu já vieram na atualização gratuita 2.6.0, como os Rifts. Aqui, você ganha o novo personagem e alguns itens cosméticos, mas é basicamente isso o que o jogo recebe na expansão de 15 dólares ou 45 reais.

Por isso, o foco dessa avaliação é estabelecer o seguinte: o Necromancer é ou não um personagem divertido de se jogar? E a resposta é: sim, o personagem é bem divertido, bem mesmo. É muito legal levantar uma porrada de esqueletos e vê-los fazendo o estrago nas hordas de inimigos. Além dos ajudantes que todo personagem necromante sempre carrega, o próprio personagem em si ainda tem algumas habilidades bem interessantes, como conseguir explodir cadáveres, uma foice para acertar inimigos à curta distância, espinhos que saem do chão e assim por diante.

Além das habilidades de ataque, ainda há uma série de runas e builds que ajudam você a não criar um personagem unidimensional, e sim um necromante único, que pode muito bem ficar soltando ataques de ossos à longa distância, correr para brigar junto dos seus servos ou até mesmo lutar sozinho, já que também há a possibilidade de fazer.

O personagem só não é tão bom assim logo no começo do jogo, quando ele não tem nenhuma habilidade além do ataque normal, ainda mais se você começa o jogo num nível de dificuldade mais alto, mas é só você passar as primeiras duas ou três quests do jogo e o seu necromante já começa a fazer um belo estrago. Como eu joguei no Xbox One a expansão, ainda há a possibilidade de escolher quais habilidades vão em cada botão, então eu consegui configurar uma build que se encaixa bem no estilo de jogo que eu quis colocar e consegui fazer os servos da escuridão comerem o pão que o necromante amassou nas minhas mãos.

No geral, se você gosta de Diablo III, você certamente não vai se arrepender em ter mais um personagem para começar uma campanha nova, afinal de contas, é muito divertido jogar Diablo III, e nada como ter um novo personagem para explorar. O único grande porém dessa “expansão” é o fato dela não ser uma expansão de fato. Seria legal se o jogo tivesse ganho mais um capítulo ou algo do tipo. Infelizmente, não é isso o que acontece aqui.

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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